Contexto sistêmico do Coaching Individual - O cliente como parte de um sistema

Como o coaching sistêmico é aplicado em uma sessão onde o cliente é visto como parte de um sistema maior que envolve vida pessoal e profissional.

Contexto sistêmico do Coaching Individual

A pessoa atendida em processos de Coaching, seja Coaching de Vida ou Executivo, é chamada de Coachee ou Cliente. Todo cliente tem interações contínuas com as pessoas que constituem seu meio pessoal e profissional. Essas interações do cliente com seu meio pessoal e profissional exercem pressão contínua e oferecem os meios e suporte potencial que vão influenciar as crenças do cliente, suas atitudes, comportamento e resultados.

A influência positiva dos meios privado e profissional auxiliam o cliente em seus sucessos, bem como as influências negativas podem inibir, bloquear ou limitar seu crescimento. Isso é o que se chama tecnicamente de influência sistêmica. É muito comum em sessões de coaching percebermos a íntima relação que existe entre os sucessos e fracassos do cliente com a qualidade de seu relacionamento interpessoal; elas não são fruto exclusivo de suas competências individuais.

"A influência positiva dos meios privado e profissional auxiliam o cliente em seus sucessos, bem como as influências negativas podem inibir, bloquear ou limitar seu crescimento. Isso é o que se chama tecnicamente de influência sistêmica." (Marcelo Campos, Master Coach)

Além disso, se o cliente deseja crescer, mudar ou transformar seu comportamento pessoal ou profissional, essas mudanças irão automaticamente afetar seu círculo imediato de relacionamentos; essas pessoas serão automaticamente obrigadas a se adaptarem. Seus sucessos ou fracassos irão afetar seu círculo de relacionamentos de uma forma positiva ou negativa. Consequentemente, é comum considerarmos que a proverbial resistência para mudar que normalmente atribuímos ao indivíduo pode na verdade ter sua origem nas interações diárias destes indivíduos com seu círculo de relacionamentos. Por isso mesmo o foco em integrar a esfera de relacionamentos é central no coaching sistêmico.

Exemplo: imagine um exemplo comum, de um cliente de coaching executivo que deseja melhorar a administração de seu tempo num contexto profissional. É altamente provável que as dificuldades de administração de tempo do executivo sejam indicadores de uma cultura organizacional geral em que a administração de tempo não seja vista como uma questão importante; em outras palavras, seu problema pessoal é fruto de uma deficiência de seu sistema profissional. Da mesma forma, a maioria das pessoas estão intimamente ligadas a sistemas de relacionamentos em que podem reproduzir processos positivos ou limitantes em nível de comportamento, crenças, hábitos e resultados.

Pretender acompanhar a evolução de um elemento de um sistema, sem fazer com que o sistema do cliente reaja defensivamente para manter sua coerência, é simplesmente uma ilusão. Isso nos ajuda a entender porque um processo individual de coaching de sucesso leva muitas vezes seus clientes a modificarem radicalmente os tipos de laços que os ligam a sistemas profissionais ou familiares para reencontrar a satisfação em trabalhar ou viver.

Com essas referências em mente, é comum para um coach sistêmico perceber cada cliente individualmente como um conjunto de sistemas coerentes estabelecidos através de relacionamentos. O acompanhamento da mudança individual do cliente funciona automaticamente como meio para acompanhar os efeitos sistêmicos das mudanças em sua rede de relacionamentos, que podem resultar tanto na evolução do sistema como no surgimento de resistências à mudança.

Percebendo os clientes como “emissários” do sistema

Por conta disso, um coach sistêmico pode encarar seus clientes como “emissários” ou representantes de seus círculos de relacionamentos pessoais e profissionais. Sem dúvida, se levarmos em conta todas as interações entre o cliente e os sistemas sociais, profissionais e pessoais da qual participa, é possível imaginar que a motivação para mudar demonstrada pelo cliente é fruto da combinação de seu universo interior com os sistemas profissionais e sociais que o rodeiam.

Apesar de inconscientes de sua carga sistêmica, clientes podem ser levados a assumir a responsabilidade para mudar ou motivar para o crescimento em lugar de seu círculo pessoal ou profissional. Essa condição de “emissário” é provavelmente mais ou menos presente em todos os clientes; não estamos falando apenas das situações em que uma pessoa recebe treinamento de coaching para operar em sua empresa como coach interno, como agente institucional de mudanças na cultura corporativa.

A ânsia sistêmica por mudanças e a equivalente resistência para mudar são de fato inconscientemente “delegadas” para o cliente de coaching por seus sistemas de relacionamento. O cliente aceita essa responsabilidade de forma natural e inconsciente, e o coach sistêmico têm consciência disso.

Familiares e cônjuges que são motivados a iniciar processos individuais de coaching carregam inconscientemente a esperança e o medo de promover o crescimento e a resolução dos problemas de seus companheiros e até de toda a família. Há uma curiosa mecânica operando neste momento: devido à sua capacidade ativa para assumir responsabilidades, pode ser que o cliente seja, dentro dos seus círculos de relacionamento, quem menos necessite de apoio ou coaching. Uma motivação coletiva para mudanças pode ter sido inconscientemente delegada pelo sistema a um cliente. Conduzindo um processo aparentemente individual, o cliente na verdade é responsável por estimular os integrantes menos ativos do sistema em direção à mudança e evolução.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que um cliente aceita tornar-se o emissário de um sistema, esse mesmo sistema pode imediatamente considerar que não possui nenhuma responsabilidade em oferecer algum tipo de apoio para facilitar o progresso ou a evolução esperados. Por conta disso a abordagem de coaching sistêmico possui estratégias e técnicas para:

  • Identificar a motivação para mudança e a resistência originadas do próprio cliente ou dos sistemas significativos com a qual se relaciona.
  • Limitar ou circunscrever todo comportamento de resistência originado do cliente ou de seus relacionamentos.
  • Mobilizar toda energia positiva e de suporte disponível nos relacionamentos para consolidar as ações do cliente.

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Marcelo Leandro de Campos tem experiência de 15 anos como palestrante de Autoconhecimento e treinamentos motivacionais e comportamentais; é professor de Educação Financeira na EGDS e Master Coach. Para contato e maiores informações visite minha minha página pessoal.

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