Espiritualidade no Trabalho | Livro o Espírito Transformador

Entenda o que é a espiritualidade no trabalho, não no sentido religioso, uma visão holística sobre o comportamento organizacional, uma visão sobre o conteúdo do livro o Espírito Transformador.

A espiritualidade no trabalho baseado no livro O espírito libertador

Li recentemente um livro intitulado O Espírito Transformador, de Jair Moggi e Daniel Burkhard; é um texto introdutório à idéia de espiritualidade no trabalho; espiritualidade entendida aqui não como religiosidade institucional, mas no sentido mais abstrato do termo: uma empresa, ou um grupo de pessoas em qualquer ambiente, é dotado de espírito próprio, de uma energia e de uma dinâmica de relacionamentos que vão determinar em grande parte sua capacidade de realizar coisas e ter sucesso; essas dinâmicas passam por transformações próprias de tudo que tem vida. E nossa sociedade vive hoje um processo de transformação cada vez mais rápido; isso afeta diretamente todas as instituições sociais, todos estes organismos coletivos humanos.

Tal como os seres vivos, as organizações precisam se adaptar às modificações de seu meio. Muito mais do que sobreviver às mudanças, essa filosofia de trabalho consiste em aprender com as mudanças, em desfrutar delas e em estar integrado com elas.

"Viveu plenamente quem, ao passar pela vida, aprendeu e se desenvolveu como ser humano, quem fez algo de útil para si e para o próximo, foi feliz, fez outras pessoas felizes e deixou, ao sair deste planeta, algo de bom para o mundo." (Jair Moggi & Daniel Burkhard)

A despeito do medo que todo processo de transformação desperta, as mudanças são uma necessidade básica, um fundamento da própria vida; no caso das organizações, elas são principalmente um indício de evolução: os processos de organização econômica que vieram com a industrialização criaram modelos de gerenciamento tremendamente mecanicistas e autoritários, como o fordismo e o taylorismo. Estes modelos estão hoje ultrapassados, superados por novos modelos que dão mais ênfase à cooperação, à criatividade e à responsabilidade social das empresas.

Mudar organizações implica essencialmente mudar os indivíduos que a compõem. Mudar o indivíduo implica um trabalho profundo sobre os valores que o norteiam; não basta um programa de palestrinhas que fale sobre novas formas de pensar, mas de um programa mais amplo que envolva as esferas de sentir e agir; daí novamente a idéia de espiritualidade: é preciso trabalhar o espírito de cada integrante do grupo.

A idéia básica é a seguinte: numa visão holística, todas as coisas estão interligadas e se influenciam mutuamente; tudo está em movimento em direção a algo. Movimento pressupõe mudança, mudança exige adaptação. Adaptar-se a uma nova situação significa mudar hábitos e desenvolver novas competências; isso sempre produz resistências, e tudo isso configura o que chamamos de crise.

Livro o Espírito Transformador de Jair Moggi e Daniel Burkhard

Comportamento Organizacional e Espiritualidade

Traduzindo em outras palavras, para que uma organização possa realizar com tranqüilidade suas mudanças estruturais ela deve aprender a lidar com situações de crise; isso exige uma abordagem construtiva e integradora. Uma empresa deve ser trabalhada a partir de quatro aspectos básicos:

  • seus recursos (prédios, equipamentos, capital)
  • seus processos (fluxos de materiais, informação, documentos; produção dos produtos ou serviços)
  • suas relações (comunicação interpessoal, motivação, liderança, “astral” do grupo de trabalho)
  • sua identidade (os arquétipos da empresa, sua história, seu caráter, sua filosofia e sua missão).

Cada um desses aspectos tem suas crises peculiares e soluções próprias: o uso eficiente dos recursos demanda habilidades técnicas; a eficiência dos processos exige habilidades administrativas. Mas para ir além da eficiência, atingir a chamada excelência em serviços é necessário trabalhar intensamente as relações (desenvolver habilidades interpessoais) e a identidade da empresa (adquirir habilidades conceituais e disposição de encarar transformações profundas).

A “nova” empresa envolve principalmente mudanças de paradigmas:

  • o funcionário deixa de ser meio para tornar-se parceiro;
  • o cliente passa a ser visto como fim;
  • a liderança torna-se participante;
  • o trabalho é desenvolvido em grupo, com foco na criatividade;
  • a produção foca a qualidade.

A transição de um sistema para o outro envolve um esforço de autoconhecimento e adaptação; quanto mais fortes forem as relações de confiança dentro do grupo (sua “espiritualidade” enquanto empresa), maior habilidade este mesmo grupo terá para lidar com as crises naturais do processo. Ocorrerá então um processo de crescimento em dois níveis profundamente interligados: os funcionários crescem enquanto seres humanos (individualidade) ao mesmo tempo que a empresa cresce enquanto grupo (coletividade).

Veja também: O que é Coaching | O que é Leader Coaching

Marcelo Leandro de Campos tem experiência de 15 anos como palestrante de Autoconhecimento e treinamentos motivacionais e comportamentais; é professor de Educação Financeira na EGDS e Master Coach. Para contato e maiores informações visite minha minha página pessoal.

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