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Grandes Mistérios > A Origem do Cosmos e do Homem > A origem do Cosmos

A origem do Cosmos

Já podemos fazer uma idéia de quando, porém vejamos agora como surgiu o Cósmos e a origem do Sistema Solar e a Terra. Ao pobre Giordano Bruno tocou-lhe acabar na fogueira por ter-se atrevido a supor que o Universo era infinito, que as longínquas estrelas eram outros sóis, e que no espaço infinito o Universo se expandia.

A pista lhe foi dada pelo fenômeno conhecido como "efeito Doppler", e um exemplo a mão nos oferece o assobio do trem. Todos podemos comprová-lo experimentalmente. Situemo-nos ao lado de uma via férrea e aguardemos a chegada de um trem. O silvo da locomotiva é sempre o mesmo; e, no entanto, nós o perceberemos mais agudo quando o trem se aproxima,

As galáxias tingidas de vermelho

Todos sabemos que a radiação luminosa vai do vermelho ao violeta, despregando-se na fração intermediária a gama de cores do arco-íris. A cada cor corresponde uma determinada longitude de onda e, portanto, uma determinada freqüência; as mais baixas correspondem às gamas do vermelho, e as mais altas as do violeta. Mais além destes limites o olho humano não percebe nada, e por isso, havendo ondas de longitude e freqüência invisíveis, falamos de raios infravermelhos e ultravioleta. Agora então, pelo "efeito Doppler", estabelece que quando um objeto aproxima-se de nós a elevadíssima velocidade o percebemos de cor branco-acinzentado; e, quando se distancia, de cor avermelhada. Isto é o que nos dizem os astrônomos: foram observadas muitíssimas nebulosas, muitíssimos agrupamentos de estrelas, grande quantidade de galáxias cuja luz vai tingindo-se de vermelho, sinal evidente de que se distanciam a tremendas velocidades.

A descoberta de Newton

Tudo o que acontece no Cosmos, sobre a Terra, em nossa galáxia como nas mais distantes, está regido por uma série de leis físicas. A mais geral delas é a da gravitação, formulada por Newton, depois de que uma maçã madura, caindo da árvore, foi dar em sua cabeça. De um episódio tão insignificante Newton deduziu que a maçã não o havia pego, mas que qualquer partícula de matéria, independentemente de sua magnitude, atrai a outra e por sua vez é atraída por outra, em dependência das massas em jogo e de suas recíprocas distâncias. Textualmente, a lei de Newton diz que "um corpo material atrai a outro com uma força que é diretamente proporcional a suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas distâncias". O que é entendido por massa? Cuidado com as idéias equivocadas: uma coisa é a massa e outra é o peso, apesar de que ambas medidas por gramos; qualquer objeto, transferido a qualquer parte do Universo, é composto sempre da mesma quantidade de matéria, e tal

quantidade é sua massa; enquanto que o peso indica as condições às quais o objeto está submetido. Isto é, o peso é a gravidade que o corpo sofre em um determinado lugar. Colocamos um exemplo: um quilo de chumbo a nível do mar pesará 999 gramos se o levamos à altitude de alguns quantos mil metros, e na superfície lunar somente 166,666 gramos, pois, como disse Newton, a atração gravitacional depende das massas e das distâncias em jogo. E posto que a massa da Lua é um sexto que a da Terra, é evidente que sua força de atração corresponderá a um sexto da terrestre, ainda que a quantidade de matéria do chumbo permaneça idêntica lá em cima e aqui embaixo.

O proto-sol

As mais recentes observações astronômicas nos informam que o tipo de matéria mais difundido no Cosmos é o elemento químico mais simples que é conhecido em estado natural: o hidrogênio. E nada nos impede de supor que, desde que este começou a ser assim, as coisas não variaram. E junto com as imensas quantidades de hidrogênio que supõe a infinidade do Cosmos, desde sempre tem havido, da mesma forma, imensas nuvens de partículas, de nominadas de poeira cósmica.

Estas partículas, por efeito da gravitação, começaram a aglomerar-se até que, no centro da nuvem, foi produzida uma certa densidade, com a qual aumentaram as forças de atração da zona central, de forma que a aglomeração central foi crescendo cada vez mais. A um certo ponto, na parte mais interna do aglomerado, que poderíamos denominar de "proto-sol", por efeito das pressões progressivamente mais elevadas que iam sendo produzidas, alcançaram temperaturas tão extraordinárias, que atuaram como detonador das conseqüentes reações termo-nucleares, isto é, de fusão dos núcleos de hidrogênio.

O nascimento das galáxias

Quando o proto-sol originário estalou, a infinitude do espaço recebeu em seu seio, antes somente povoado de hidrogênio e poeira cósmica, bilhões e bilhões de massas, que em suas correspondentes regiões (o que chamamos Universos, como nossa Via Láctea e a Messier 31) formaram galáxias.

Foi possível estabelecer que o núcleo da galáxia da qual falamos, e a de Andrômeda, são quase gêmeas, têm dimensões análogas e um diâmetro de 50 anos luz, porque ambas têm a forma de um disco volumoso em seu centro. Cada galáxia não é mais que um imenso torvelinho, uma grande fábrica de estrelas, segundo o esquema primordial; no centro, isto é, no que é chamado núcleo da galáxia, existem estrelas concentradas dois milhões de vezes mais densamente que na periferia.

Nessa zona central as estrelas não possuem sistemas planetários, estes são possíveis somente em certas zonas periféricas.

No centro da galáxia imprime, rodando sobre si mesmo no sentido das esferas do relógio, um movimento centrífugo à espiral, que se comporta ao contrário de um vértice, isto é, vai como enovelando. Do centro brotam violentíssimos jorros de hidrogênio, para a direita e para a esquerda, e estes jorros são os que movem a espiral.

A zona dos sistemas planetários

A parte da espiral denominado fértil para a formação de sistemas planetários ao redor das estrelas se encontra aproximadamente à mesma distância do centro da circunferência máxima exterior da mesma espiral. Nosso sistema solar é encontrado nessa parte.

O Sol, projeção de um fragmento mínimo da explosão da massa original, começou por sua conta a funcionar como núcleo central de uma mini aglomeração de hidrogênio e poeira cósmica, até que aumentou sua densidade ao ponto de desencadear a reação termonuclear explosiva, e os "planetas" são os fragmentos da explosão do Sol. Esta foi a explosão que se verificou há 6 bilhões de anos, não a cósmica primordial de cuja antiguidade logo falaremos. As massas projetadas tentaram por sua vez comportar-se como proto-sóis, mas não o conseguiram, e graças a isso se converteram em planetas, distribuídos em anéis orbitais ao redor de seu centro, o Sol, que não gerou uma espiral. Por que não conseguiram as massas planetárias as condições necessárias para transformar-se em estrelas? Simplesmente por esta razão: tratando-se de massas menores, não foram alcançadas as temperaturas suficientes para desencadear a reação nuclear. Unicamente tiveram lugar reações secundárias que provocaram a formação dos diversos elementos químicos. Em seguida a superfície externa dessas massas primitivamente gasosas, foi solidificando-se, enquanto que sua parte interna permanecia em estado fluído.

Mandala de Kunrig, budista do século XV. E um diagrama sagrado que mostra a estrutura do Universo, localizando a Terra também no centro, como é habitual nas representações sânscritas.

"Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandala

 

 

 

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Poeira das Estrelas - Parte 1 - Rede Globo - Prog. Fantástico
8 minutos - Documentário

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De onde viemos? Como foi que o mundo começou?

De onde viemos? Como foi que o mundo começou? A partir deste domingo, o físico e astrônomo Marcelo Gleiser vai apresentar as respostas da ciência para essa e muitas outras perguntas fundamentais na série "Poeira das Estrelas

Pelos quatro cantos do mundo, todas as culturas já tentaram, de alguma forma, explicar o início de tudo: a origem do Universo. Todos já se fizeram "a grande pergunta": De onde viemos?

A vontade de saber quem somos, de conhecer nossa origem, a origem do mundo, nasceu quando o primeiro homem olhou para o céu e se viu só, à mercê de uma natureza que tanto cria quanto destrói. Essa curiosidade hoje está mais viva do que nunca, alimentando a imaginação dos cientistas que tentam desvendar nossas origens.

O sítio arqueológico de Stonehenge, no interior da Inglaterra, guarda um conjunto de pedras de até 40 toneladas cada uma, dispostas em forma de círculo. A construção de Stonehenge foi um feito extraordinário para o ser humano. O lugar é um dos grandes mistérios da humanidade.

As pedras foram postas no local há mais de 3 mil anos, ninguém sabe exatamente por quem. Também não se sabe como elas foram levadas e arranjadas de tal forma. A teoria mais aceita é de que foram os celtas. Os druidas, sacerdotes dos celtas, tinham adoração pelo Sol. Eles sabiam que a vida dependia dele. Sabiam também que o movimento do Sol pelos céus determinava a época da colheita, a época do plantio, a chegada das chuvas e a chegada do inverno.

Tudo indica que o monumento de Stonehenge era um gigantesco instrumento astronômico, um calendário, que ajudava os celtas a marcar o percurso do Sol ao longo do ano. Tanto é que, no dia 21 de junho, o Sol nasce exatamente sobre a pedra principal quando se olha de dentro do círculo. No Hemisfério Norte, 21 de junho é o solstício de verão, o dia mais longo do ano, em que o Sol aparece mais alto no céu.

 

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De acordo com a concepção da cosmogonia escandinava, a Terra está situada no centro formado pela serpente Midgard, que é o princípio vital.

Kosmos

Kosmos ou Cosmos é uma palavra grega que significa "ordem", designando também um "sistema harmônico e ordenado".

Quando utilizado de forma absoluta, kosmos designa o "mundo", o "universo" ou "tudo o que existe, tenha ou não sido descoberto ou identificado".

De acordo com esta última acepção, muitos filósofos usam os termos kosmos, universo e absoluto como sinônimos. Os físicos com freqüência utilizam o termo universo com uma conotação mais técnica, referindo-se ao contínuo de espaço-tempo (ver Cosmologia). Os teólogos usam o termo para denotar o "universo criado", sem incluir Deus.

 

 

 


 
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